Terça, 20 Dezembro 2016 16:52

Quando “perdemos” quem amamos

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Quando “perdemos” quem amamos

 

Uma situação muito difícil e complicada é a perda;(distanciamento momentâneo)de uma pessoa querida em nossas vidas, é um momento bastante delicado. Por vezes trata-se de pessoas conhecidas com as quais não possuíamos um grande vinculo, outras vezes trata-se de pessoas muito próximas de nós com as quais estabelecíamos uma rotina, um apego, onde havia um laço de união... Isso não é nada fácil!

É uma dor imensa e inexplicável, não podemos defini-la nem quantificá-la, é uma dor muito pessoal onde só o indivíduo que está passando pela situação sabe o quanto é doído.

Cada pessoa reage de uma forma diante de um fato como esse, parece que não teremos forças para continuar a caminhada na vida terrena sem essas vidas que partiram, porém, os dias vão passando e o pesar vai sendo reduzido aos poucos dos nossos corações.

No início apenas choramos, e choramos com muita frequência, nos questionamos do porquê de estarmos passando por isso, pensamos que essa fase será eterna e por mais que nos apeguemos a algo nada parece ter jeito. Esse momento deve ser respeitado, cada etapa deve ser vivida de forma integral, para que possamos progredir de maneira adequada. Podemos e devemos dizer palavras de incentivo para consolo, mas nunca devemos dizer coisas do tipo: Foi melhor assim! Você tem que parar com isso! Entre outras coisas que falamos com as melhores das ideias, mas para quem as ouve são como pedradas na alma. Isto não deve existir!

Os dias vão passando e melhoramos externamente, porém por dentro estamos completamente destruídos, em cacos, e assim como um quebra-cabeça, vamos nos reorganizando devagar, com calma para não encaixarmos as peças no lugar errado. É algo que exige a nossa evolução! Nossos laços são tão reais que por vezes sonhamos com essas pessoas, porque elas nunca sairão das nossas vidas de maneira definitiva, estaremos eternamente ligados. Por mais que superemos o acontecido, a saudade é eterna, passamos a lembrar de forma saudável e o peso vai diminuindo, passamos a pensar menos no momento da morte e mais nos momentos em vida, esse é o curso das coisas.

Tudo na vida tem um propósito, e se estamos vivos ainda é por um objetivo, devemos viver por nós, por aqueles que continuam conosco e até mesmo pela memória dos que se foram, pois onde há vida sempre haverá esperança.

Sabemos que a perda é irreparável, mas tentamos lhe dar com ela. Às vezes bate aquela dorzinha, que se converte em lágrimas para lavar a alma, com o sentido de retirar os excessos e nos fortalecer para continuarmos, para passarmos a ser conscientes e para entendermos que tudo faz parte de um plano maior, muito além da nossa simples compreensão humana.

 

 

Por Ana Paula Santos

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Jornalista/ Escritora, de Pojuca - Bahia.

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